terça-feira, 30 de março de 2010

MOMENTO CULTURA...


fotos:www.antiquecameus.net

Essa é uma de minhas grandes paixões.

A formação que recebi ditava que certos elementos compunham a elegância da mulher como um belo leque a ser usado em uma noite quente,um fino colar de pérolas, broches, dentre êles um camafeu e alfinetões a serem usados nas lapelas dos blaisers, lenços, muitos lenços de seda que tornavam a mulher mais esguia em seus taillers, chemises etc.

Ah outra coisa que não podia faltar como peça integrante de um guarda roupa feminino,  um manteaux em tweed, muitos cashemeres e um bom e belo guarda chuva. Sabiam que existe arte para carregar um guarda chuva? Pois é gente, pertenço a essa geração embora tenha me permitido aderir à modernidade com limitações, é impossível abdicar de  todos esses aprendizados.

A cultura do uso de camafeus para a plebe deu-se mesmo, após a 1a. grande Guerra Mundial quando, os pracinhas os esculpiam em conchas e concluiam a montagem em ouro baixo para comercializar e enviar dinheiro ao sustento das famílias deixadas para trás.

Sugiro a quem se interessar pela matéria, assistir o video linkado para que entendam o valor da arte. A cidade italiana Torrel del Greco é onde estão baseados os grandes artesãos nessa arte. Infelizmente não consegui carregar o video mas basta um clic e serão transportadas a uma oficina de artesãos em camafeus.

http://www.youtube.com/watch?v=LS0-VDnOaxI

 Julieta Pedrosa, design de jóias, traça uma rápida visão histórica dos camafeus, no texto abaixo

A palavra camafeu provavelmente origina-se do latim cammaeus, que quer dizer pedra entalhada ou esculpida. Inicialmente, a ágata foi a gema mais utilizada. Bem mais tarde, já a partir do século XV, passou-se a utilizar também a concha.

Na confecção dos camafeus, as gemas podem ser gravadas como uma imagem negativa (intaglio ou entalhe) ou trabalhadas em relevo.

Os primeiros camafeus surgiram por volta do ano 300 aC, em Alexandria, Egito e eram muito utilizados em jóias e adornos para vestimentas. Também os antigos gregos e romanos apreciavam intensamente o camafeu e imagens de deuses e deusas, cenas mitológicas ou figuras femininas eram as preferidas. No período Helenístico jovem mulheres usavam camafeus com a figura do deus Eros como um sedutor convite ao amor.

papa renascentista Paulo II era um ávido colecionador de camafeus e de acordo com uma lenda, sua morte foi causada pelo número excessivo de jóias em camafeus que portava nos dedos, as quais teriam, devido à temperatura fria das gemas, levado-o a uma pneumonia. Lendas à parte, até o século XIX os camafeus eram portados também por homens, decorando elmos, capacetes, peitorais de armaduras e punhos de espada,assim como broches e anéis. No século XVII era considerado refinado culturalmente um cavalheiro que colecionasse ou portasse peças em camafeus. O imperador francês Napoleão I foi outra figura histórica apaixonada pelos camafeus, e chegou a fundar em Paris uma escola para ensinar a arte da produção de camafeus a jovens aprendizes.

Não somente jóias, mas também vasos, baixelas, taças e copos foram, ao longo dos séculos, decorados com camafeus e grandemente apreciados por nobres e pessoas abastadas, entre os séculos XV e XIX. Neste último século, com a predileção demonstrada pela rainha inglesa Vitória pelos camafeus, estes se tornaram moda entre as mulheres.

Os camafeus feitos a partir de conchas foram os responsáveis pela popularização desta arte da gravação em gemas, e a cidade italiana de Torre Del Greco, situada na Baía de Nápoles, aos pés do monte Vesúvio, tornou-se referência mundial na arte da produção de camafeus, posição que mantém até os dias de hoje. Mais de duas dezenas de diferentes tipos de conchas-do-mar são utilizadas nesta pequena cidade italiana na produção de camafeus, e também corais. A maioria das conchas se origina das ilhas de Madagascar e das Bahamas. Em Torre Del Greco, a produção de camafeus é tradicional (intaglio) e o método produtivo conta com mais de mil anos. Ferramentas de gravação feitas em aço são utilizadas manualmente pelos mestres gravadores, que selecionam as conchas a serem utilizadas, calculam o número de camafeus a serem obtidos de cada uma e supervisionam todo o processo de confecção. O resultado final é, em geral, maravilhosamente rico em intrincados detalhes.

Outro grande centro mundial da produção de camafeus fica em Idar-Oberstein, Alemanha. Mas nesta cidade alemã a produção dos camafeus se dá a partir de gemas como a ágata branca (largamente encontrada na região), a cornalina e o ônix. Ao contrário da cidade italiana, aqui as gemas são gravadas e esculpidas ultrasônicamente, com a ajuda de computadores, devido a sua dureza. As gemas são primeiramente coloridas em cores previamente escolhidas e depois gravadas e/ou entalhadas através de computadores que utilizam como padrão uma peça original feita manualmente. Depois, a cor é quimicamente retirada da superfície da gema, deixando-a na sua cor branca original.

16 comentários:

  1. Adorei. Sou apaixonada por história. E além de achar lindas estas peças, adorei aprender sua origem :)
    Beijo

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  2. Adoro! E nem conhecia a história! Tenho um, parecido com o da última foto, comprado na feira de antiguidades daqui de Campinas. Uso muito!

    beijos

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  3. Que lindo, amiga! Chique, fino, um arraso! ♥

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  4. obrigada pela historia do camafeu. Eu adoro e tenho um, mas bem simples. Porem guardo com o maior carinho.O 1º que aparece a foto é lindo demais. Ah, quero um.....rs. Beijos Sonia.

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  5. Dollyyyyyy,

    fiquei curiosa pra saber como é a arte de segurar um guarda chuva.....

    q chique , adorei esse momento cultural..

    lindo esses camafeus....confesso q adoro um lenço e pérolas....

    beijãoo

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  6. eita que lindosssssss, amei esse segundo que xique bem rsrsrs
    adorei sua visita viu

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  7. saudades de voce minha amiga, bjs

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  8. Olá amiga, tudo bem?

    Bacana a história sobre o camafeu.

    Nesses dias estou muito atrapalhada com meu computador, ele foi infectado, formatado e agora está travando.

    Ainda bem que de vez em quando eu passo nos blogs para me acalmar e não me sentir tão sozinha, aí, encontro essa história tão bacana sobre o camafeu que você postou.

    Interessante a lenda do papa.

    Tanto quanto os chapéus, as sombrinhas são um acessório importante para proteger a pele do sol, além de conseguir um visual poético e nostálgico.

    A moda das sombrinhas, deveria pegar e voltar para as ruas, e não ficar só nas reportagens.

    Um beijo pra você.

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  9. Oi Dolly querida! Adivinha?.. Amo camafeu, guarda-chuva e leque! Muito interessante a história do surgimento do camafeu, tenho apenas um....snifff!! Mais leque e principalmente guarda-chuva, tenho alguns. Assim que puder, vou postar no meu blog para você ver e passo aqui para avisar, mil beijocas, Virginia Hortela.

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  10. Oi Amiga

    bom dia!!!
    postagem cultural e elegante!!!não cionhecia nad asobre essa arte...
    como a grasi vou esperar pela postagem da arte de segurar um guarda-chuva também.

    bjus

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  11. Eu adoro, adoro mesmo tudo isso relacionado à História. Tenho uma alma velha, entao eu fico hipnotizada com essas coisas... Agora conta aí da arte de segurar guarda-chuva! Curiosidade bateu! rs...

    bjs

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  12. Dolly! Que beleza de post! Estou encantada com a perfeição do primeiro camafeu... adoraria ter um igualzinho a este...rsrsrs.
    Beijos,amiga!

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  13. Oiê! Tô passando pra contar que estou de volta à blogosfera e que tem promoção nova lá no "Coisas". O prêmio é um lindo adesivo decorativo! Venha participar!
    Um abraço,
    Maura

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  14. minha querida amiga, preciso responder seu e-mail, mas juro o corre corre pegou por aqui,sera que è o tempo que anda lindo e dai nao consigo parar? Sobre os Camafeus sao barbaros vi um programa na TV sobre isso fiquei encantada com a historia,vejo o video indicado depois..
    bjks

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  15. Muitos Parabéns !!!
    Os Camafeus são lindissimos...adorei!!
    E a História publicada...uma autênyica Lição, gostei imenso!
    Um grande abraço,
    Maria Lemos

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  16. Bicha vó, quando via a primeira peça (camafeu, não é?) no post, logo pensei: meu Pai! Quanta delicadeza! Sim, e nem é para menos.

    Gostei muito da forma como você foi escrevendo o post, e falando sobre elegância e feminilidade em outros tempos. Gosto disso, e sempre vi em você uma mulher muito elegante. Sempre imagnei isso...

    A própósito, tem jeito elegante de levar a sombrinha hoje em dia? Se sim, eu gostaria de aprender. ;)

    Beijos

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