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sexta-feira, 16 de abril de 2010

AINDA SOBRE POLTRONAS...

Acho que após tanto tempo blogando acabamos por conhecer o perfil e estilo de nossas amigas.
Tenho assistido a diversas e maravilhosas transformações em móveis, paredes, jardins e pude perceber que é possível, sempre, conjugar ao moderno alguns ítens retro.

Peço até desculpas por ser às vezes tão insistente mas dizem que a boca fala daquilo que o coração está cheio e creiam, a idade para mim é somente cronológica mas as imagens que felizmente tenho armazenada de meu passado é que me conferem a alegria,o partilhar, aprender e descobrir o "Admirável mundo novo"



A indústria textil apresenta a cada ano uma gama infinita de padronagens e fios, que permitem a restauração daquelas peças antigas, já sem brilho, com aqueles pesados bouclés ou então adamascados que já ficaram no passado.
Pensem em uma bergére restaurada em um closed, um hall, dormitório e até mesmo em salas de estar; espetacular!


Hoje, felizmente a alma do passado encontrada em brechós ou bazares de Casas Assistenciais são garimpadas por arquitetos, decoradores que reconhecem o real valor de cada peça, sua história e principalmente, quase sempre manufaturados com materiais nobres que permitiram que chegassem até nossos dias.



Para quem não sabe, as salas de jantar de antigamente (e já não de meu tempo) vinham acompanhadas de duas poltronas como essa acima que ficavam na cabeceira das mesas. Sob o tampo das mesas, uma base quadrada muito grande com portinha, que permitia que se guardassem utensílios, revistas etc




E as banquetas (puffs)? um dormitório completo era composto pela cama, dois guarda roupas, uma cômoda(camiseiro) um penteadeira e claro, a banqueta...Meu Deus! viajei no tempo!!!!
Conseguem imaginar os benefícios advindos com a modernidade?Armários embutidos, closeds, cama box, pensem em um quarto na média de 4x4, acomodar todos aquele mobiliários e ainda o bercinho dos pequenos ahahahha!!!!

Assim, insisto: rebusquem nos guardados de seus familiares, olhem sempre com muita atenção e sem pressa, cada detalhe de uma peça jogada em caçambas (sem vergonha) e encontrarão verdadeiros achados e com isso, com muito pouco investimento e muita criatividade será possível repaginar um ambiente com cores alegres mas com estilo muito pessoal.





 Aqui vocês poderão encontrar não só essas imagens mas dezenas de outras mais sugestivas e ainda, para as que amam aprender, tem uma página que mostra passo a passo a restauração dessas peças.

terça-feira, 30 de junho de 2009

SEM CHEIRO DE NAFTALINAS


Após um recesso forçado, quero primeiramente agradecer as queridas amigas por tantas manifestações de apoio e solidariedade; tenham certeza que foi o mais doce acalanto que recebi nesses ultimos tempos e sem dúvida, me fizeram repensar e esforçar-me para tentar, pouco a pouco retormar meus blogs.

Ressalto ainda que, não estou com doença grave ou infecciosa mas um tratamento para depressão, conjugado com outro para uma micose, me levaram a esse colapso. Anos atrás tive duas hepatites, sendo a mais grave tóxica por usar cola de sapateiro em meus artesanatos, quando nem existia a tal de rótulo azul. Assim, um figado lesado por hepatite é sabido, lesado para sempre mas, apesar de todos efeitos colaterais, preciso seguir avante no tratamento.

Sempre fui contra a anti depressivos por achar que nos tiram da realidade e consegui comprovar que não me enganava..Apaguei por completo, virei uma idiota que dormia 20 horas por dia até que meu organismo conseguiu aceitar a maldita paroxetina. Vou continuar, insistindo, porque mister se faz que eu saia desse casulo, que eu encontre forças para retomar a vida social abandonada não só pela depressão mas por circunstâncias outras (comodismo).

Bem, hoje, após a saída dos babies pude sentar-me diante do pc para tentar ver o que rolou nesse período na blogosfera e encontrei,no AINDAMININAMÁ, uma postagem sobre '' ROUPAS QUE CONTAM HISTÓRIAS""... Aqui vai a dica para quem não conhece a Patrícia, autora do espaço, para que passem por lá. Daí, como recentemente já havia feito um comentário no blog de outra amiga a Lidiane sobre objetos, móveis e roupas recebidas de herança e meu gosto por brechós e objetos que contem histórias, decidi mostrar algumas relíquias de familia.

Esse abajur abaixo, foi presente de meu avós paternos por ocasião de meu nascimento e lá se vão quase 64 anos; amo-o de paixão e sempre esteve em minha cabeceira;


Esse estupendo jogo de refresco, minha mãe ganhou de presente de casamento há69 anos e graças a Deus já está em minhas mãos. É encantador e fico me perguntando qual seria a técnica para jatear usada á época. Retrata um oasis em meio a pirâmides;
Essas relíquias azuis, são portuguesas e herdei de minha tia, falecida há dois anos, a filósofa de nossa família. Ela sempre me teve como a filha que nunca teve e guardo ainda outras relíquias a mim presenteadas ainda em vida, mas estão todas encaixotadas...


Ah! meu chinesão...Esse tem pouca história, ganhei há quase 20 anos mas já tenho uma extensa lista de pretensos herdeiros. Marcelo o fotografou quando eu limpava minha sala mas não se assustem, o lugar dele não é na varanda!!!!
Essas duas peças a seguir não são minhas mas de minha prima que herdou de sua mãe, minha tia, também morta há 2 anos. Ambas pertenciam a nossos avós paternos e ficavam respectivamente na copa e sala de almoço. São todos dois pintados à mão, vieram da Holanda e pode-se ver a delicadeza das pinturas!

E então???? vocês amam herdar peças de família ou engrossam a turma que acha que passado é só para bibliotecas?