Hungarian Provence
Quantas riquezas como essas passam diante de nossos olhos diariamente?
A lida diária não nos permite contemplar o belo, aplaudir os detalhes e nem mesmo suspirar diante de conjuntos harmoniosos como esse acima.
Pays de Merveilles
Sofremos dos males da modernidade...Essas sutilezas estão ficando para aqueles poucos que conseguem sair às ruas conferindo o que restou do passado. Podemos imaginar os pensamentos que passaram pela cabeça da crocheteira enquanto tecia essa preciosa cortininha?
Côte Maison
Fiz parte dessa massa em ritmo frenético e hoje lamento quantas imagens deixei de captar...quantos momentos perdidos...
Hungarian Provence
Aqui, agora, uma confissão de alma: Em meu passado de menina, adolescente, vivi em meio à essas preciosidades e jamais dei o devido valor. Quando somos jovens só o modismo nos encanta. Odiava pé direito alto; portas com bandeiras ou mesmo as almofadadas e quanto às janelas que levavam as vidraças na parte externa? eram démodé demais; os ladrinhos hidráulicos da copa-cozinha de vovó que mais pareciam um tabuleiro de xadrez em preto e branco e que diariamente me apresentavam a mesma cena: ela de joelhos limpando tudo após o almoço com sapólio em pedra!
Hungarian Provence
As janelas balcão, tão decorativas teriam sido testemunhas de quantas serenatas?
Aqui você pode conferir mais imagens daquele tempo; acima, a janela balcão em que me debrucei centenas de vezes...as vidraças na parte externa das janelas...
Pallauch Deco
Internet
Pois é gente..que memórias nossos filhos levarão? Sou feliz mesmo! isso é certo!
Admirar com grandiosidade tudo aquilo que a vida me permitiu viver, reter para hoje saborear é presente celestial. Eu cheguei até aqui, enquanto muitos não tem histórias para contar pois se perderam no mundo...
Desculpem o saudosismo e hoje nem é sexta feira!








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